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sábado, 18 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Qual o verdadeiro Mark Zuckerberg?
Filme retrata o fundador do Facebook como um garoto que passou por cima dos amigos para conquistar sua fortuna. Ele diz que é tudo ficção. Enquanto isso, sua rede social não para de crescer, inclusive no Brasil
Por Bruno Galo
Está cada vez mais difícil fugir do Facebook – e de seu criador Mark Zuckerberg. Se não bastassem os 550 milhões de usuários da rede social (quase um terço da população online do planeta) e o seu famigerado botão “curtir’’ que se espalha como epidemia por sites e blogs, agora, até Hollywood resolveu se render ao fenômeno.
Afinal, a história de um garoto de olhos azuis, inseparáveis chinelos de borracha e cara de bonzinho, que do nada criou um império avaliado em US$ 25 bilhões e tem uma fortuna estimada em US$ 6,9 bilhões, mais que Steve Jobs, tem apelo universal.
Isso ajuda a explicar o interesse em A rede social, filme que estreou em outubro nos EUA e chega em dezembro ao Brasil. O longa conta a conturbada história do nascimento da empresa que, com apenas seis anos de vida, ocupa uma posição central na transformação da forma como as pessoas se relacionam, trabalham e se divertem.
O retrato que emerge do filme revela um paradoxo. O jovem de 26 anos por trás da rede que conecta “amigos” de todas as partes do mundo é incapaz de se manter próximo das pessoas. Ele teria até passado uma rasteira em seu melhor amigo, o brasileiro Eduardo Saverin, com quem dividia o dormitório em Harvard.
Saverin foi quem bancou os primeiros meses da empresa. Hoje, ele é dono de 5% do site e tem uma fortuna estimada em US$ 1,15 bilhão em razão de um processo contra Zuckerberg. Apesar de tudo isso, a opinião do público sobre o protagonista do filme não é necessariamente negativa.
“Quando você fala com as pessoas, é como se tivessem assistido a dois filmes diferentes”, disse Scott Rudin, um dos produtores do filme, ao The New York Times. A diferença de opiniões está associada à idade dos espectadores.

Os mais velhos veem Zuckerberg como uma figura trágica que termina o filme menor do que era no começo; os jovens enxergam alguém que fez o que era preciso para proteger e levar adiante a sua criação.
De qualquer forma, fazer fortuna passando por cima dos amigos, não é um retrato muito positivo. Zuckerberg se defende dizendo que boa parte do que é mostrado na telona é ficção. Sucesso de público e de crítica, o filme está cotado até para uma indicação ao Oscar.
Mais do que um filme sobre o Facebook, A rede social revela os bastidores do Vale do Silício, região onde estão as principais empresas de tecnologia dos EUA. Mas não é o primeiro a fazer isso.
O longa metragem Piratas do Vale do Silício, produzido para televisão e sucesso entre as pessoas aficionadas por tecnologia, relata a história do surgimento da indústria da computação acompanhando dois personagens ícones desta área: Steve Jobs, da Apple, e Bill Gates, da Microsoft.
Não foi uma superprodução como A rede social, que é dirigida por David Fincher, de Clube da Luta e Benjamin Button. Mas será que todo esse burburinho em torno do filme será positivo para o Facebook?

Se levarmos em conta a supremacia mundial da comunidade online fica difícil imaginar onde mais ela poderia crescer. Um dos poucos mercados importantes em que o Facebook ainda não é líder é justamente o Brasil.
O site mais do que dobrou de tamanho desde o início do ano no País, chegando a 14,4 milhões de visitantes únicos em setembro, segundo o Ibope Nielsen Online. Mesmo assim, a audiência é metade da do Orkut, que pertence ao Google. Se o empurrãozinho que falta para o Facebook desbancar o Orkut virá do filme ainda é cedo para dizer.
Assim como se confirmado o sucesso do filme, haverá uma sequência – uma praxe em Hollywood. Certeza mesmo, só que até o próprio Zuckerberg já viu o filme, mas não disse ainda se curtiu ou não a história de sua vida.
Beleza e poder
Até que ponto o visual de uma presidente influi no sucesso de sua empresa? Algumas líderes revelam o que enfrentam pelo fato de serem bonitas
Por Paulo Brito
Clique e ouça um resumo da reportagem
Uma das obras-primas de Vinicius de Moraes é um poema chamado Receita de mulher. O primeiro verso diz: “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.” Há quem enxergue na frase cunhada pelo poetinha uma certa dose de machismo, mas, no mundo corporativo, ela tem se tornado decisiva.
Executivas em cargos elevados e de beleza indiscutivelmente fora do comum parecem saber disso muito bem. E nenhuma nega que capricha em cada detalhe de seu visual para comparecer de modo atraente às reuniões nas quais representa sua empresa. Em outras palavras, elas vão vestidas para vender.

O cliente duvidou que Mônica Ferro fosse a dona da empresa
O capricho delas é, na verdade, um complexo conjunto de escolhas que inclui roupas, penteado, maquiagem, postura, perfume, gestos, linguagem e muito mais. Isso, queiram elas ou não, vai despertar os sentidos de cada um dos presentes às reuniões.
E a expectativa, sem sombra de dúvida, é de que todo esse cuidado as ajude a atingir as metas de suas companhias. Nessa discussão, que é quase um tabu entre as executivas, não há um consenso.
Patrícia Gaia, 43 anos, a presidente do grupo Armani no Brasil, tem certeza absoluta de que, no setor em que trabalha, o da moda e do luxo, a aparência é, sim, fundamental. “A beleza ajuda muito, sim. Não no fechamento de um negócio, mas ajuda”, afirma ela.
Já a empresária Gisela Mac Laren, 42 anos, presidente do estaleiro Mac Laren Oil, empresa com faturamento de US$ 50 milhões, tem uma visão oposta. “Beleza é algo que desprezo”, diz, com uma voz ríspida, para deixar claro que não quer ter essa imagem associada à sua empresa.
O fato é que, independentemente da crença de cada uma, a aparência tem um papel importante tanto para o bem como para o mal. “A beleza tem, sim, influência”, diz à DINHEIRO o economista americano Daniel Hamermesh, professor da Universidade do Texas e da Universidade de Maastrich, na Holanda.

Patrícia Gaia não tem dúvida: no mundo dos negócios, beleza ajuda
Ele estuda isso há décadas e publicou seu primeiro trabalho sobre o assunto especialmente para o governo americano. A pesquisa contou com a ajuda de um grupo, formado por quatro pessoas, que classificou as fotos de 4.400 recém-formados de uma faculdade de direito em cinco categorias que iam do feio ao belíssimo.
Periodicamente, esses ex-alunos informavam seu nível salarial à faculdade e, a partir dessa base, foi possível determinar uma forte correlação entre beleza e rendimentos. “Esse fato já está cientificamente comprovado: gente bonita ganha melhor. O que estamos estudando, agora, é como isso está ocorrendo em diferentes profissões e o que produz esses efeitos.”
Se por um lado pode abrir portas, por outro a beleza cria situações constrangedoras. É o que relata Mônica Ferro, 43 anos, dona da loja de iluminação Wall Lamps, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Bonita e dona de um negócio que este ano pode faturar R$ 12 milhões, Mônica já apareceu em várias reportagens.
Em uma delas, foi fotografada de saia. Pouco tempo depois, foi procurada por um cliente que disse ter lido o texto e pedia uma reunião. “Eu o atendi junto com outra pessoa e, minutos depois, concluí que ele não estava totalmente interessado nos produtos”, conta ela, rindo. “Pelo teor da conversa, notei que aquilo não ia terminar num negócio.
Mesmo assim, continuei a reunião, mas houve uma hora em que ele não resistiu e falou ‘mas a senhora tem umas pernas...’ e continuou a conversa. Curiosamente, nesse dia eu usava calça comprida.

Se perceber assédio, Renata de Abreu diz que interrompe qualquer negociação
Eu, polidamente, agradeci, e felizmente ele nunca mais voltou. Mas essas coisas são assim: os homens jogam. Se colar, colou”, completa. Para não ter de enfrentar essas situações, a dona da Kapeh Cosméticos, Vanessa Vilela, 32 anos, toma certos cuidados no seu dia a dia de executiva. O primeiro é vestir-se com discrição: decotes sempre abreviados, às vezes uma echarpe no pescoço, tailleurs e calça comprida de corte social.
Outro recurso: sempre que possível, leva sua sócia e o marido dessa sócia para as reuniões. “Um homem que tenha quase ultrapassado os limites dos assuntos comerciais comigo deve ter sido muito sutil.
Em geral, são muito bem-comportados e educados”, diz Vanessa. Para reforçar sua blindagem ao assédio, ela deixa claro que o assunto tratado é exclusivamente aquele que motivou a reunião. “O objetivo de nossas pautas é sempre atingir as metas de qualidade e vendas da Kapeh, que este ano deve faturar R$ 1 milhão”, diz Vanessa.
A dona da rede Spa Mais Vida, a ex- triatleta Renata de Abreu, 32 anos, uma loira de 1,79 m de altura, nunca se sentiu assediada: “Acho que até pela minha postura, pela minha maneira discreta de vestir, pela seriedade nas conversas”, conta.
Mas ela sabe que corre esse risco. “Acho que dei sorte”, diz. E sabe como se desvencilhar de uma brincadeira de mau gosto. “Se isso acontecer, não acho que será difícil contornar. É o caso de interromper a reunião na mesma hora, pedir licença, desconversar, adiar tudo”, completa.

Por precaução, Vanessa Vilela costuma ir sempre acompanhada às reuniões
Pode parecer mero detalhe, mas a questão da beleza feminina no universo executivo, predominantemente tomado por homens, ajuda a forjar o comportamento de algumas empresárias. Gisela Mac Laren, que desde 2000 comanda o Estaleiro Mac Laren Oil, de Niterói, é uma delas.
Considerada a “diva” do setor naval brasileiro, é igualmente bonita e discreta, mas quem a conhece das reuniões de negócios sabe que nem de longe sua imagem deve ser associada a falta de conhecimento do setor naval ou a fragilidade.
Para deixar claro qual é sua posição, ela age com firmeza nas negociações e é conhecida por seu aperto de mão ao estilo “quebra ossos”, como descreve um empresário dessa área. Com o tom de voz beirando a rispidez, ela afirma que sua beleza não é vantagem alguma.
Mas, evidentemente, sabe o poder que a aparência tem sobre os interlocutores. Tanto é que, como atua em um setor machista, criou algumas regras de conduta dentro da sua empresa. Sempre vestida com terninhos pretos da marca americana Theory, ela instituiu tanto a cor preta quanto as roupas discretas como obrigatórias para todas as mulheres da empresa.

No estaleiro Mac Laren, as mulheres se vestem como Gisela, a presidente: o preto é obrigatório
Em poucas palavras, Gisela não quer nenhuma ousadia. Apesar disso, não abre mão de detalhes pessoais, como maquiagem, joias reluzentes e tilintantes e, às vezes, um toque do Sensuelle, da Chanel. “Não acho que a beleza traga qualquer vantagem nos negócios nem para quem trabalha”, diz a empresária. “A elegância, a vestimenta, o comportamento, a qualidade da comunicação, o respeito, isso sim. Tudo isso ajuda a compor a imagem pública de cada pessoa”, completa.
Uma funcionária como a porto-riquenha Debrahlee Lorenzana, que até agosto do ano passado trabalhava numa agência do Citibank, em Nova York, dificilmente teria espaço na empresa de Gisela.
A voluptuosa moça usava roupas curtas no ambiente de trabalho. Seus trajes incluíam decotes generosos para valorizar um busto tamanho 46, construído com duas cirurgias plásticas, e curvas realçadas por duas lipoaspirações. Foi demitida sem explicações e, por isso, abriu um processo contra o banco.
O verdadeiro motivo, alega seu advogado, foi o “ambiente de trabalho hostil criado por causa do seu estilo de vestir”. O caso de Debrahlee reflete o outro lado da moeda: entre os efeitos que a boa aparência de uma executiva pode provocar está a incredulidade de certos homens na competência delas.

Debrahlee Lorenzana exagerou nos atrativos e perdeu o emprego no Citi
Vanessa Vilela, da Kapeh, já viu um cliente quase virar as costas por não a reconhecer, num evento, como a dona da empresa. “Ele queria mais informações sobre os produtos e pediu para falar com alguém ‘superior’, embora eu já estivesse ali”, conta.
A situação é idêntica à enfrentada por Mônica Ferro em uma reunião com um arquiteto: “Ele achou que eu era um bibelô, que estava na reunião só de enfeite, e disse à minha vendedora que queria falar com alguém mais graduado. Bem, aí eu tive de dizer quem eu era. Na hora ele abaixou a cabeça e ficou bem sem-graça”, comenta. “Em certos casos, acho que os homens querem passar por cima da gente”, diz.
A consultora de etiqueta e comportamento Cláudia Matarazzo faz questão de salientar que, num primeiro momento, a beleza ou a ausência dela são cruciais. “Você leva apenas 20 segundos para formar sua impressão sobre uma pessoa. Dentro dessa impressão, a imagem representa 60%. Depois, vem o tom de voz, com mais uns 30%. Nos 10% que faltam está o restante dos aspectos”, diz a consultora. “E, quando essa primeira impressão é boa, pode até mascarar qualidades ruins da pessoa.” Mas não por muito tempo.

De acordo com Patrícia Gaia, da Armani, o resultado pode ser desastroso. “Uma pessoa que não seja bonita e também não seja capacitada é perdoada. Mas uma pessoa bonita e não capacitada é considerada uma ‘boba’”, afirma. É mais ou menos o que pensa a psicóloga Adriana Gomes, coordenadora de pós-graduação da faculdade ESPM, de São Paulo. “A beleza não permeia a decisão. Pode ser um facilitador no início das negociações, mas não no seu final. E a competência da pessoa deve ser consistente”, afirma.
Renata de Abreu, do Spa Mais Vida, sabe disso e usa sua aparência como um cartão de visita. “Como vendo, tenho de ser o exemplo”, admite. “Do mesmo modo, ninguém iria se animar com um personal trainer fora do peso.” Ela tem resultados para mostrar: este ano, seus spas vão faturar R$ 6 milhões, em sete endereços, e até 2012 ela deve abrir outras 27 filiais. “É inegável que a beleza de uma mulher influencia o mundo do trabalho.

Não quer dizer que essa beleza torne as coisas mais fáceis. Mas a verdade é que aspectos subjetivos como esse têm um peso muito maior do que os executivos gostariam de reconhecer”, garante o consultor Boanerges Freire, da Boanerges & Cia. “Todos falam de objetividade nos negócios e nas reuniões, mas as relações comerciais acontecem entre as pessoas. Somos influenciados por aspectos subjetivos.”
O cirurgião plástico Alexandre Senra, de São Paulo, que diariamente atende executivos de ambos os sexos, revela quanto essa questão aflige as pessoas. Uma de suas pacientes, executiva bonita que se aproximava dos 40 anos, resolveu investir numa plástica para defender sua posição na empresa.
“Ela estava em uma companhia que iria ser absorvida por outra. Pelo que me contou, ela corria o risco de ser demitida por causa da idade assim que isso acontecesse”, diz Senra. Afinal de contas, profissionais mais jovens estavam a caminho. “O que a moça fez: veio ao meu consultório e optou por uma plástica. Até onde eu sei, depois da fusão ela continuou na equipe, não foi dispensada”, afirma.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Tenho profundo sono por quem prefere o morno
"Quer saber o que eu penso? Você aguentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma TPM horrível. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. "
Clarice Lispector
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Feng shui: aprenda como deixar as boas energias fluírem em sua casa
Caminho aberto para a harmonia: quem não quer prosperidade, saúde, sucesso e abundância? A técnica chinesa de harmonização de ambientes veio de encontro a essas expectativas
Quem não quer prosperidade, saúde, proteção, sucesso e abundância? A técnica chinesa de harmonização de ambientes veio de encontro a essas expectativas e, por isso, aprofunda suas raízes no Ocidente. Não demorou para que o ba-guá, os sinos de vento, os cristais, os ideogramas e outros símbolos orientais fossem bem recebidos nas casas brasileiras, transformando a morada em lugar capaz de atrair as melhores vibrações. A posição dos móveis, as cores e as formas são elementos fundamentais na criação de ambientes que provocam uma inexplicável sensação de bem-estar. Abaixo, vamos fazer uma viagem pelas principais escolas do feng shui chinês – a Escola do Chapéu Negro, a Escola da Forma e a Escola da Bússola –, da harmonização à brasileira e do vastu shastra, que vem da Índia. Para ver a teoria na prática, conheça a aplicação do feng shui da tradicional Escola do Chapéu Negro neste apartamento de 350 m².
Clique aqui para conhecer a história da conquista do OcidenteO primeiro passo para praticar esse feng shui ocidentalizado é alinhar o ba-guá (clique na imagem acima para vê-la com detalhes) à porta de entrada da casa. Esse gráfico tem oito áreas, os guás, que relacionam os ambientes aos vários aspectos da vida: trabalho, espiritualidade, família e saúde, prosperidade, sucesso, relacionamento, criatividade e filhos, amigos e benfeitores. O ba-guá pode ser sobreposto à planta da casa toda ou em cada ambiente separadamente. A cada guá, são relacionados cores, formas, trigramas do I Ching, aromas e objetos específicos, que ajudam a abrir caminho para as boas energias. Os procedimentos de harmonização são chamados de curas. “Além de escolher objetos e cores e reposicionar os móveis, no feng shui a intenção tem um papel importante, pois ajuda a colocar foco no que desejamos atrair para nossa vida”, diz a especialista Alessia Colombo, que estudou com o mestre Thomas Lin Yun.
Ordem e abundância
Um princípio básico do feng shui diz que a sujeira e a desordem afugentam as boas vibrações. “Arrumar gavetas e papéis, se desfazer de coisas que não usa há mais de dois anos e consertar objetos quebrados são atitudes eficientes. Além disso, quando se está arrumando a casa, emoções e ideias também ficam mais claras”, diz a especialista Mariângela Pagano. Ela acredita que o feng shui é uma filosofia de vida que inclui fazer boas ações anonimamente e doar tempo e dinheiro para as pessoas menos favorecidas.As curas mais comuns
Ambientes-chave
A Escola do Chapéu Negro considera que, se o fluxo de energia da casa ficar bloqueado, a vida não vai para a frente. Mesmo se não fizer as curas ou não harmonizar a casa inteira, passe o mouse sobre os círculos abaixo e siga estas instruções.
A Escola do Chapéu Negro considera que, se o fluxo de energia da casa ficar bloqueado, a vida não vai para a frente. Mesmo se não fizer as curas ou não harmonizar a casa inteira, passe o mouse sobre os círculos abaixo e siga estas instruções.
Para saber mais: Feng Shui – Decoração de Interiores, de Sara Rossbach e Mestre Lin Yun, Editora Ediouro.
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Como tudo começou
Os primeiros conhecimentos do feng shui foram organizados na Escola da Forma. Baseada no taoísmo, ela considera que tudo é composto dos cinco elementos da natureza e a cada um deles corresponde uma forma: água, forma sinuosa; terra, quadrado; fogo, triângulo; metal, círculo ou esfera; madeira, retângulo ou linha reta. A escola também ensina a interação entre esses elementos em ciclos de criação ou destruição (veja gráfico acima). Clique aqui para ler a explicação detalhada do arquiteto Carlo Solano.
Os primeiros conhecimentos do feng shui foram organizados na Escola da Forma. Baseada no taoísmo, ela considera que tudo é composto dos cinco elementos da natureza e a cada um deles corresponde uma forma: água, forma sinuosa; terra, quadrado; fogo, triângulo; metal, círculo ou esfera; madeira, retângulo ou linha reta. A escola também ensina a interação entre esses elementos em ciclos de criação ou destruição (veja gráfico acima). Clique aqui para ler a explicação detalhada do arquiteto Carlo Solano.
A Escola da Forma considera cinco pontos fundamentais para a escolha de uma casa:
• A localização, levando em conta o entorno
• Os materiais empregados na construção
• O conforto térmico e acústico
• A qualidade do ar
• A forma da edificação dos ambientes
Para saber mais: O livro do Feng Shui – Como Criar um Ambiente Mais Saudável em Casa, de mestre Lam Kam Chuen, Editora Manole.
• A localização, levando em conta o entorno
• Os materiais empregados na construção
• O conforto térmico e acústico
• A qualidade do ar
• A forma da edificação dos ambientes
Para saber mais: O livro do Feng Shui – Como Criar um Ambiente Mais Saudável em Casa, de mestre Lam Kam Chuen, Editora Manole.
Voltar ao topoClique aqui para entender a força dos pontos cardeais
A simbologia dos animais
Talvez o ensinamento mais acessível da Escola da Bússola seja o reconhecimento dos cinco animais (clique na imagem ao lado para compreender as relações). “Eles protegem as quatro direções e o centro, que podem ajudar a harmonizar a casa ou qualquer ambiente”, ressalta Alessia. Veja a prática em uma sala de estar: • A frente deve se abrir para algo amplo, uma vista bonita, uma imagem da fênix, ou o olhar deve ser direcionado para algo de forma triangular ou cores quentes, que evoquem o elemento fogo.
• À direita, um objeto de metal que se destaque, pelo tamanho ou pela beleza, representará a força do tigre. Também podem ser usadas formas ovais e a cor branca.
• À esquerda, deve predominar o elemento madeira (em objetos ou móveis ou na figura do dragão), trazendo as bênçãos do dragão. Tons de verde e plantas também são bem-vindos.
• Atrás, formas sinuosas e cores suaves garantem a proteção e a estabilidade da tartaruga.
• No centro, a força protetora é a da serpente, regida pelo elemento terra. Nesse ponto, luz amarela e tons terrosos ajudam a marcar esse ponto importante da casa ou do ambiente.
Para saber mais: Manual do Autêntico Feng Shui, de Raul de Sorôa, Editora Gente.
Voltar ao topoMesmo longe da Ásia, o brasileiro do interior desenvolveu um jeito próprio de atrair harmonia, proteção e boa sorte. Há mais de uma década, Carlos Solano, arquiteto mineiro, viaja por lugares distantes do país em busca dos ensinamentos da sabedoria popular. “Há muitas maneiras de abençoar a casa. Assim como no feng shui, a limpeza é a primeira providência para receber as energias divinas. Por isso, as casas de roça estão sempre arrumadas e faxinadas. Seguindo a lógica do ‘faz bem para o corpo, faz bem para a casa’, é comum passar um pano embebido em chá de boldo para restaurar as boas energias. Já passar o pano com chá de hortelã abre os caminhos e ajuda a varrer os pensamentos ruins. Para curar feridas da alma e restaurar a calma, arremate a limpeza passando chá de calêndula”, ensina Carlos. Clique aqui para aprender o que são talimãos, objetos de poder, e como criá-los.
Para saber mais: Benzedeiras e Benzeduras, de Elma Sant’Ana e Delizabete Seggiaro, Editora Alcance.
Voltar ao topoOs Rig Vedas, tratados da sabedoria hindu, surgiram há mais de 5 mil anos e dedicam um capítulo a instruções para a harmonização de casas. Conhecimentos de mitologia, geometria, bom senso e uma dose de superstição se mesclam nesses ensinamentos, que continuam vivos até hoje. “O vastu shastra é uma ciência baseada nas leis da natureza e tem o objetivo de que a casa e os moradores sejam um só organismo”, explica o arquiteto Jörg Pfeifer, especialista no tema. “Todos os cálculos levam em conta os pontos cardeais e as várias proporções, que são determinadas com base na palma da mão do chefe da casa. A intenção é que habitantes se harmonizem com o ambiente e prosperem”, diz Jörg.Clique aqui e entenda como funciona o gráfico ao lado.
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